Quem sou eu

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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Sou tantas e sou uma... Existo e sumo... Mergulho e retorno... Intensa, curiosa, aprendiz, crítica, sensível... Por vezes sábia. Vivendo na montanha-russa, em altos e baixos constantes... Metamorfose ambulante. Eu? "Contradigo a mim mesmo porque sou vasto" (Walt Whitman)

quinta-feira, 27 de março de 2014

Charles Chaplin

"Não devemos ter medo dos confrontos... até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas"


Charles Chaplin


E completo dizendo que é dos confrontos que nascemos e renascemos como indivíduos, únicos, seres pensantes e capazes de transformar a realidade.
Já quem prefere contornar confrontos, sair pela tangente, ficar em cima do muro... Muitas vezes estará perdendo chances preciosas de aprendizado e crescimento e acabará como parte de uma engrenagem, como na imagem abaixo, do filme "Tempos Modernos" de Chaplin...



Gênio indomável e a Arrogância

Frases fortes de filmes incríveis

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Lançamento do Zé Lelé, livro infantil

Estarei lá!!! Não percam!
Via Sônia Travassos (minha irmã, que me enche de orgulho):

Oi, pessoal, o lançamento do Zé Lelé é nesse sábado, dia 21 de setembro!!!!! Vai ser na nova Livraria Cultura, do Centro. Levem as crianças que eu vou fazer a contação da história na hora! Espero vocês!!!!!!




domingo, 21 de abril de 2013

VOCÊ, QUE É PROFESSOR(A) COMO EU, POR QUE GOSTA DE DAR AULAS?


la professora

O que te cativa, estimula, motiva?
Eu gosto da paixão pelo saber, pelo conhecimento, pela reflexão, pelos questionamentos, pelo debate, pela troca, pelas descobertas, pelas revelações, pelo universo de possibilidades quando encontramos o OUTRO e aprendemos a aprender a cada dia.
O outro que nunca é como em nossos sonhos. O “outro” que pode ser a escola, o aluno, o colega professor, o pedagogo, o diretor, a merendeira, o porteiro… O outro. Que traz um mundo inteiro junto com ele. Que se abre ou se fecha a cada contato, que está vivo, entusiasmado ou frio, distante… O outro rebelde, transgressor, agressivo, explosivo, “mal educado”… O outro. O que tem brilho nos olhos e o que não tem mais. O que acredita, tem esperança, se envolve… O que é indiferente, insosso, quase imperceptível… O outro. O que quer e o que não quer. O que ama, o que odeia, o que só diz amém, o que debocha, ironiza… O hipócrita. O invisível, o que grita em silêncio, o que adoece… O ignorante, preconceituoso, moralista… O que não tem autocrítica, o que pouco ou nada se conhece, o que não se importa com ninguém, o que só obedece, o que só desobedece, o que mente, engana, o que morre de medo, o que se julga ora salvador e ora vítima… O outro. A criança, o jovem, o adulto, o velho. O que ouve e o que só escuta a si mesmo. O que vê e o que, cheio de orgulho, apenas “se acha”. O que se cansa. O que observa, contempla… O que pensa e o que é só impulso e reação. O sensível, criativo, sutil… O que não tem auto-estima, não se valoriza… O que é puro ego. O que acha que só se aprende na prática. O que só vê o concreto, o preto ou o branco; nunca o cinza. O outro. O confuso, vacilante, perdido, perplexo com o mundo que encontra… O que ousa, duvida, pergunta, busca, quer entender, quer sentir… O que pesquisa. O que acha que já sabe tudo. O cínico. O que ensina, aprende, gargalha, chora, morre de curiosidade, se encanta… O idealista, cheio de sonhos de um mundo melhor para todos. O politizado, o apolítico, o religioso… O cético, o crédulo, o diabo e o santo. O outro.
E, em cada um desses outros, o eu.
Em cada um, um pouquinho de nós.
Em cada professor uma história, mil desejos e ideais… E uma certa desesperança que lhe ronda como sombra. Um cansaço sem nome, sentido e doído todos os dias, tecido em um emaranhado de desilusões e alegrias, conquistas e fracassos, paradoxos, contradições… O outro é cada um de nós.
Eu sou cada um de vocês. Empaticamente. Telepaticamente.
Cada um de vocês, professores, também são um pouco eu, um pouco sãos, um pouco loucos, um pouco sábios e um pouco aprendizes, nessa gangorra absurda da educação, nessa montanha russa sem cinto de segurança.
Eu. Vocês. O outro. Todos nós. Vivendo ou apenas sobrevivendo, como dá, como “Deus quer”, como é possível… Adaptados ou não. À margem ou não.
Seres humanos.
Professor. Aluno. Eu. O outro.
Desejo que, apesar de tudo, de toda a injustiça diária que vemos nas vidas de nossos alunos e nas nossas próprias vidas, nunca nos deixemos derrotar de vez. Que consigamos levantar depois de cada tombo, com a pele mais resistente, como os dedos do violonista que, de tanto tocar, criam calos, necessários para que a música se faça.
Que possamos continuar tocando, criando, bailando, fazendo música… Mesmo em meio ao fogo cruzado das tantas rajadas de metralhadoras diárias com as quais convivemos em nosso “pacífico” país…
Não precisamos de um “dia dos professores” para nos homenagear.  Sempre é dia. Hoje é dia!

Mil beijos e abraços carinhosos em cada um de vocês, professores como eu,
Regina Milone.
Professora, Pedagoga, Arteterapeuta e Psicóloga.
Rio de Janeiro, 21 de abril de 2013.

 OBS.: Você encontra essa e outras crônicas e artigos meus em: http://www.diariodoprofessor.com/category/colunistas-do-diario/regina-milone/


quarta-feira, 27 de março de 2013

Feliciano e a ditadura da maioria

Muito bom!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Claro, lúcido, inteligente, abrangente.. excelente!!!
Não deixem de assistir esse vídeo!!! É o melhor que ouvi té agora sobre o absurdo desse Feliciano presidindo a comissão dos direitos humanos e minorias!!!!!!!!!!!!


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Minha coluna no blog Diário do Professor


Convidada pelo amigo Declev Reynier Dib-Ferreira, professor de Ciências que admiro muitíssimo, agora sou uma das colunistas do seu blog Diário do Professor, onde já postei vários artigos sobre Educação.
Estão todos convidados para darem um pulinho lá e participarem à vontade!



Profissão Professor, “poesia-rap” de Dante Pincelli O Velho


Profissão Professor, “poesia-rap” de Dante Pincelli O Velho
Hoje abro meu espaço aqui para Dante Pincelli O Velho, profissional de Educação Artística e História da Arte, professor das redes pública e particular há mais de 20 anos.
Pedi a ele para postar e concordou. Sorte nossa! Acho que todos vão gostar!!!
Foi assim que ele me enviou: 

Uma poesia falando de nós.
Leia como se fosse um Rap, pois é isso que ela é.
“profissão professor”
“desde o tempo de criança eu tive que estudar para um dia ser alguém
e repleto de esperança, não parava de sonhar, o meu futuro ia tão bem
sonhava em ser artista, engenheiro, economista, presidente, senador
também quis ser motorista, escrever pruma revista, general ou jogador
sob o meu ponto de vista eu era muito otimista, até que meu dia chegou
meu destino vigarista, escreveu na sua lista que eu seria professor…
ai meu amor
eu que via a vida bela, fui cair nessa esparrela de querer ser professor
ai meu amor
jamais pensei que o meu futuro fosse ser assim tão duro, me tornando um professor…
no início da carreira eu pensava que a escola fosse a grande solução
pra acabar com a pasmaceira que corrompe e que assola o progresso da nação
mas aos poucos constatei que devido a nossa lei nacional de educação
o que aprendi, o que ensinei e, nhoque, um dia, acreditei, era somente enganação
então tentei ser diferente com um trabalho inteligente que visasse o crescimento
incomodei a muita gente com poder suficiente pra impedir meu movimento…
ai meu amor
eu tentei uma mudança, mas fui pago com a vingança de um pseudo professor
ai meu amor
nosso ensino é atrasado e eu estou desesperado porque sou um professor…
mesmo com pena de mim, hei de ser até o fim, um professor que não tem grana
quem me ouve falar assim, pensa que tudo é ruim na profissão, mas se engana
pois o que é fundamental e não podem fazer mal, porque é ouro de mina
é o que me faz sentimental: aluno é tão legal, aluno é gente fina
o aluno é a razão pra eu insistir na profissão sem pensar em desistir
do fundo do coração, vou cantá-los no refrão e, valeu por existir…
ai meu amor
se não existisse aluno eu mudava o meu rumo e não seria professor
ai meu amor
se aluno não existisse eu esquecia a babaquice de querer ser professor…”
 Gostaram? Eu adorei!!!
Abraços,
Regina Milone
Pedagoga, Arteterapeuta e Psicóloga
Rio, 29/10/2012